Atenção: Esse site só pode ser visualizado perfeitamente em um browser que suporta Web Standards. É recomendável que você atualize o seu browser clicando aqui. Obrigado e desculpe o transtorno.

ARTIGOS

02.09.2014

Glândulas Salivares

As glândulas salivares são divididas em glândulas maiores e menores. Sua função é, obviamente, a produção e secreção de saliva para a cavidade bucal, auxiliando na digestão.

O ser humano possui seis glândulas salivares maiores, três de cada lado da face e pescoço. São elas: glândula parótida, submandibular e sublingual. As glândulas menores, normalmente entre 600 e 1000, são distribuídas aleatoriamente dentro da cavidade oral. As glândulas menores não são palpáveis e possuem importância bem inferior às glândulas maiores.

Diversas doenças podem afetar as glândulas salivares, desde patologias inflamatórias até nódulos e tumores malignos, cujo diagnóstico e tratamento é a principal preocupação.

Os nódulos e os tumores ocorrem com maior frequência nas glândulas parótida e submandibular, felizmente a maioria deles representa doenças benignas. O diagnóstico é determinado pela retirada cirúrgica da lesão, visto que a punção diagnóstica é uma conduta discutível pela relação anatômica dessas glândulas com nervos importantes da face e pelo risco de disseminação de tumores no trajeto da punção.

A glândula parótida é a maior glândula salivar, localizada na região pré-auricular, ou seja, entre a orelha e a bochecha de cada lado da face. Possui um ducto por onde a saliva desemboca na cavidade oral. A anatomia da glândula parótida é de extrema importância devido a relação anatômica com o nervo facial e seus ramos. Isso torna a cirurgia da glândula parótida um desafio em mãos inexperientes.

Varias doenças inflamatórias podem comprometer a glândula parótida, desde a parotidite pelo paramixovirus, famoso vírus da caxumba, até as doenças inflamatórias por diminuição do calibre dos ductos salivares, diminuição da quantidade de saliva secretada ou cálculos no interior desses ductos.

O estreitamento dos ductos pode causar inflamações repetidas da glândula, apresentando dor local e edema (inchaço) da glândula, normalmente com resolução espontânea. Essa patologia é mais comum em crianças e é conhecida como parotidites de repetição da infância. Cálculos salivares são mais comuns nos ductos da glândula submandibular do que na glândula parótida.

As doenças inflamatórias da glândula parótida são investigadas com exames de imagem que mostram a anatomia da glândula, a presença ou não de nódulos ou cálculos e a formação dos ductos parotídeos.

O tratamento das patologias inflamatórias da glândula parótida é essencialmente clinico, ou seja, medicações para sintomas e controle. O tratamento clínico e controle das doenças inflamatórias pode ser extremamente difícil e causar ansiedade nos pacientes e familiares. 

Veja também
24/07/2024 COMO ME CUIDAR MELHOR ? Ler Artigo
10/07/2024 Degeneração Macular Ler Artigo
13/06/2024 Dicas de como controlar o diabetes no dia a dia Ler Artigo
05/05/2024 Uso Racional de Medicamentos Ler Artigo